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NOTA DE POSICIONAMENTO DO ATENS SN SOBRE AS ELEIÇÕES

Nós, Servidores Técnicos de Nível Superior das Universidades Federais

Não esquecemos os ataques covardes às Universidades Federais, aos servidores e estudantes, desqualificando a produção de conhecimento, pesquisa, ciência e cultura…

Não esquecemos dos cortes de orçamento para a Educação Superior Pública e as propostas de estrangulamento do orçamento das instituições, impactando deliberadamente na qualidade do ensino…

Não esquecemos o pavor da morte iminente e do isolamento durante 3 anos, 1 mês e 24 dias, quando familiares e colegas de trabalho sucumbiram frente ao negacionismo e à ganância por propinas nos contratos de vacinas, traumatizando toda uma geração pela exposição à insegurança sanitária e à tortura psicológica sádica e genocida…

Não esquecemos a censura aos professores em sala de aula, das perseguições, dos processos viciados e dos linchamentos morais aos cientistas e dirigentes, culminando com a morte do Reitor Cancellier…

Não esquecemos das violências dentro das salas de aula, nos corredores das universidades, nas redes sociais, das ameaças fascistas e das fake news sobre o comportamento e a honra da comunidade universitária…

Não esquecemos da hipocrisia e do sarcasmo sobre o conhecimento científico, propagando intensa desinformação que fragiliza o pensamento crítico e a autonomia da população, criando um campo fértil para manipulação e alienação…

Não esquecemos de um governo que bateu continência para a bandeira alheia, constrangeu a Nação em eventos internacionais com chefes de Estado do mundo todo, ofereceu a Amazônia para exploração estrangeira, se associou aos senhores da guerra para defender o extermínio do povo palestino, derrubou o reconhecimento mundial da Diplomacia brasileira, que, tradicionalmente, busca por autonomia, multilateralismo, solução pacífica de controvérsias e não-intervenção…

Não esquecemos que o método do fascismo é a aproximação progressiva do absurdo, promovendo sucessivas situações radicais, escalando a violência e a retórica agressiva, com o objetivo de dessensibilizar gradativamente as pessoas frente a comportamentos e decisões cada vez menos civilizadas…

Não esquecemos as críticas às políticas públicas inclusivas, que expressam a total inconformidade com a redução da desigualdade e o desprezo pela população vulnerável, numa visão escravagista burguesa que impõe a brutal, violenta e vergonhosa luta de classe nos seus aspectos mais cruéis…

Não esquecemos que nós, servidores públicos, fomos atacados com uma granada no bolso, com a intenção de extinguir nossa categoria com requintes de crueldade, simulando uma concessão e explorando a boa-fé nas relações de trabalho…

Por tudo isso, não podemos nos calar sobre a escolha do nosso futuro que será selada no próximo domingo, dia 4 de outubro. Lutamos por um país com justiça social, solidariedade, igualdade, respeito e dignidade da pessoa humana.

Como trabalhadores, executamos políticas públicas da Educação, Saúde, Ciências Sociais, Pesquisa, Arte e Cultura e formamos profissionais de todos os campos de conhecimento, sob os valores da paz, consciência crítica e visão social.

Como cidadãos, contribuímos para o bem-estar social, para a participação coletiva e para o fim de todas as formas de violência contra as minorias sociais.

Não é uma escolha difícil. De um lado, uma proposta progressista, que prioriza a redução das desigualdades, a transição ecológica e a soberania nacional. De outro, a barbárie.

Que no momento de exercermos um dos pilares mais fundamentais e expressivos de um regime democrático, nossa memória não falhe, nossos princípios nos guiem, o futuro dos nossos filhos e netos seja farol e a nação brasileira possa esperançar.

Belo Horizonte, 2 de outubro de 2026.

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