Movimentos sindicais e organizações populares realizam nesta terça-feira (30) um novo ciclo nacional de mobilizações pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Os atos acontecem em diversas capitais e cidades do interior, em uma ofensiva para pressionar o Senado Federal a avançar com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o regime de jornada semanal no país.
A mobilização foi convocada como Dia Nacional de Mobilização pela Redução da Jornada de Trabalho e tem como eixo central destravar a tramitação da PEC aprovada na Câmara dos Deputados há mais de um mês e que, desde então, permanece parada no Senado sob a presidência de Davi Alcolumbre. Até o momento, o texto sequer foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa necessária para o início da tramitação formal na Casa.
A paralisação da proposta tem ampliado a pressão sobre o Senado. Para entidades sindicais e movimentos populares, a demora representa um bloqueio político em uma pauta que impacta diretamente milhões de trabalhadores brasileiros e que vem ganhando cada vez mais apoio social.
A PEC prevê a redução da jornada máxima semanal para 40 horas, assegura dois dias de descanso e proíbe redução salarial. A proposta é vista como uma resposta ao desgaste físico e mental imposto pelo atual modelo de trabalho, especialmente em setores marcados pela intensificação da exploração da força de trabalho.
A defesa da redução da jornada é uma pauta histórica do movimento sindical e ganha força em um contexto de ampliação da precarização, adoecimento laboral e perda de qualidade de vida. Para as entidades que organizam os atos, a discussão ultrapassa a dimensão econômica e se coloca como um debate sobre dignidade, saúde e direito ao tempo livre.
No Congresso, a movimentação política pode ganhar novos contornos nesta quarta-feira (1º), quando Alcolumbre recebe, em Brasília, lideranças sindicais, parlamentares e representantes do governo para discutir o tema. A reunião é considerada a primeira sinalização concreta de debate desde que o texto chegou ao Senado.
O ATENS Sindicato Nacional segue acompanhando de perto esse debate e reafirma seu compromisso com a luta por melhores condições de trabalho, pela valorização dos servidores e pela construção de uma sociedade que reconheça o direito ao descanso, à saúde e à vida para toda a classe trabalhadora.
Confira abaixo os locais com atos confirmados em todo o país.
Região Norte
Manaus (AM), às 17h, no Complexo Viário Rei Pelé
Região Nordeste
Recife, às 9h, na avenida Conde da Boa Vista com Gervásio Pires, às 9h
Salvador (BA), às 16h, na Praça da Piedade
Maceió (AL), às 15h, no Calçadão do Comércio
Natal (RN), às 15h, na parada do Carrefour
João Pessoa (PB), às 7h, na Lagoa do Parque Solon de Lucena
Região Centro Oeste
Brasília (DF), às 17h, na Praça Lúcio Costa (em frente ao Conjunto Nacional)
Região Sudeste
São Paulo (SP), às 18h, em frente ao MASP
Rio de Janeiro (RJ), às 8h, no Terminal Gentileza
Vitória (ES), às 16h30, na Praça Oito
Belo Horizonte (MG), às 17h30, na Praça Sete
São João Del Rei (MG), às 16h, no Centro Histórico
Divinópolis (MG), às 17h, no Quarteirão Fechado
Juiz de Fora (MG), às 17h, no Banco do Brasil no Calçadão
Teófilo Otoni (MG), às 17h, na Praça Tiradentes
Região Sul
Curitiba (PR), às 17h, na Esquina da Democracia (Rua XV de Novembro com Monsenhor Celso)
Londrina (PR), às 18h, no Centro em frente às Lojas Pernambucanas
Porto Alegre (RS), às 7h30, concentração na Rodoviária, com caminhada até o Palácio Piratini
Florianópolis (SC), às 16h30, no Largo da Alfândega, com caminhada às 18h)
Chapecó (SC), às 7h, panfletagem no Terminal Urbano






