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Ministério da Gestão divulga estudo inédito sobre aposentadorias no serviço público federal

Dados revelam que 181 mil servidores devem se aposentar até 2035; publicação traz análise detalhada do perfil dos aposentados e impactos para a administração pública

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) acaba de publicar um estudo abrangente que joga luz sobre um dos maiores desafios atuais da administração pública: a massiva aposentadoria de servidores federais nos próximos anos. A primeira edição da Revista Gestão de Pessoas em Evidência traz dados alarmantes e oportunidades cruciais para os trabalhadores do serviço público, em um momento onde a valorização dos servidores e a manutenção da qualidade dos serviços à população estão em jogo.

Os números revelam uma transformação profunda no perfil da força de trabalho federal. Entre 2010 e 2023, nada menos que 246 mil servidores se aposentaram – um contingente que equivale a quase metade de todo o funcionalismo público federal ativo. E a tendência está longe de arrefecer: as projeções indicam que outros 181 mil trabalhadores devem deixar o serviço até 2035, com picos significativos em 2025 (24 mil aposentadorias) e 2034 (20 mil).

O estudo do MGI revela ainda particularidades importantes sobre o perfil dos aposentados. Os homens representam 52,4% do total, aposentando-se em média aos 62,4 anos, enquanto as mulheres (47,6%) tendem a se aposentar mais cedo, aos 60 anos. Chama atenção a concentração em determinadas carreiras: professores do magistério superior lideram as estatísticas (7,7% do total), seguidos por técnicos do seguro social (5,4%) e médicos (4,5%).

Outro dado relevante é o expressivo número de servidores que optam pelo abono de permanência – em 2024, eram 66,3 mil trabalhadores adiando sua aposentadoria. Esse fenômeno, concentrado principalmente no Ministério da Saúde (15,7%) e na Fazenda (6,3%), revela tanto a dedicação desses profissionais quanto as preocupações financeiras que os levam a prolongar sua vida laboral.

O secretário de Gestão de Pessoas do MGI, José Celso Cardoso, reconhece os desafios: “A reforma previdenciária de 2019 alterou profundamente as regras do jogo. Nosso papel é garantir que essa transição ocorra sem prejuízos nem para os servidores, nem para a qualidade dos serviços prestados à população.”

A publicação também destaca avanços importantes conquistados nos últimos anos, como a redução no tempo de concessão de aposentadorias (que caiu de 90 para apenas 28 dias) e a criação do simulador de aposentadoria – ferramenta essencial para o planejamento dos trabalhadores.

Baixe aqui a íntegra da Revista Gestão de Pessoas em Evidência e fique por dentro desse tema crucial para o futuro do serviço público brasileiro.

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