As principais centrais sindicais do país realizam, no dia 15 de abril, em Brasília, a Marcha da Classe Trabalhadora, um dos maiores atos nacionais do movimento sindical em 2026. Ao final da mobilização, será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma pauta unificada com 68 reivindicações, construída coletivamente por entidades como CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Intersindical, CSB, Pública e outras organizações representativas.
A expectativa é reunir cerca de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras na Esplanada dos Ministérios, após uma plenária nacional que antecede o ato. Neste ano, a marcha ganha ainda mais peso político por concentrar os esforços das centrais, substituindo o tradicional ato unificado do 1º de Maio.
Entre os principais eixos da pauta está o fim da escala 6×1, uma reivindicação histórica que busca melhores condições de vida e equilíbrio entre trabalho e descanso. Também ganha destaque a regulamentação do trabalho por aplicativos, tema cada vez mais urgente diante da expansão desse modelo e da ausência de garantias trabalhistas para milhões de trabalhadores.
No campo econômico, as centrais defendem a redução da taxa básica de juros, apontada como um dos fatores que encarecem o crédito e aprofundam o endividamento das famílias brasileiras. A pauta também inclui a valorização do salário mínimo, o fortalecimento da negociação coletiva e o combate à pejotização, prática que fragiliza direitos ao transformar vínculos empregatícios em contratos precários.
Além disso, o documento incorpora demandas sociais fundamentais, como o enfrentamento ao feminicídio, a igualdade salarial entre homens e mulheres e o incentivo ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas, reforçando uma agenda que articula trabalho, renda e justiça social.
Esse conjunto de propostas funciona como um norte para a atuação do movimento sindical nos próximos anos, tanto nas negociações diretas quanto na pressão institucional sobre o governo e o Congresso.
O ATENS já está a caminho de Brasília para participar ativamente dessa mobilização. A entidade integra esse esforço coletivo levando as pautas dos Técnicos de Nível Superior, em defesa do serviço público, da valorização profissional e de condições dignas de trabalho.
A presença do ATENS reforça que a luta não é isolada: quando a classe trabalhadora se organiza nacionalmente, amplia sua força e sua capacidade de conquistar direitos.






