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Nossas Universidades Federais estão em perigo. Temos que defendê-las!

Na próxima quinta-feira, dia 14 de setembro, o povo voltará às ruas em todo o Brasil para erguer sua voz e cobrar a manutenção de direitos que, há um ano, têm sido atacados pelo governo federal. O trabalhador brasileiro, seja na iniciativa privada, seja no funcionalismo público, é a grande vítima desses ataques. Mas é preciso despertar a atenção da população para o verdadeiro desmonte pelo qual passam nossas universidades federais.

Com a desculpa de equilibrar a economia, o governo federal tem cortado, reiteradamente, as verbas destinadas às universidades. Em comparação com o ano de 2016, as universidades sofreram, neste ano, cortes em seu orçamento de 6,74% nominal em custeio, 10% no programa de extensão Reuni, 40,1% em capital, 3,15% no programa nacional de Assistência Estudantil, sem contar a não atualização do orçamento em 6,28% de inflação no período.

Além da redução do orçamento, o governo, até o momento, liberou somente 80% do limite de empenho para custeio e 50% para capital, sem contar que o financeiro tem sido liberado apenas duas vezes por mês, sendo o valor sempre inferior a 60% da despesa liquidada, causando a perda da credibilidade das Instituições, pagamento de multas e juros e o aumento nos preços, em virtude dos atrasos para receber.

Diante de tantos cortes, as universidades se viram obrigadas a cortar na própria carne. Milhares de empregados terceirizados foram demitidos. Serviços básicos, como limpeza e manutenção de equipamentos, estão sendo realizados de forma precária. Laboratórios foram fechados. Sem dinheiro para pagar as contas, muitos prédios têm ficado às escuras ou sem água. Hospitais universitários diminuíram drasticamente sua capacidade de atendimento. Setores de pesquisa foram fechados e com isto, as pesquisas em andamento estão comprometidas.

O primeiro impacto, obviamente, recai sobre servidores docentes e técnicos, que não conseguem cumprir suas respectivas tarefas, e também sobre os estudantes, prejudicando, sobremaneira, as atividades de ensino, pesquisa e extensão. O colapso, contudo, afeta o Brasil como um todo. Ao longo dos anos, as universidades brasileiras cresceram, evoluíram e se tornaram sinônimo de excelência no país. Se converteram em uma fonte ampla de conhecimento e desenvolvimento. Agora, diante desse cenário desastroso, toda a confiabilidade angariada nas últimas décadas está sendo desconstruída.

As justificativas do governo para os cortes perdem força quando comparamos os repasses às universidades aos bilhões – sim, bilhões! – de reais destinados às emendas parlamentares. Dinheiro gasto para garantir o apoio do Congresso não apenas às votações das reformas aviltantes, mas também para engavetar, sumariamente, a primeira denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

Para se garantir no poder e continuar cumprindo a pauta festejada somente pelos grandes conglomerados econômicos, o governo virou as costas aos brasileiros. Nosso futuro está em perigo. O futuro do conhecimento no Brasil está em perigo. É por esse futuro que precisamos nos insurgir. É por esse futuro que o ATENS conclama não apenas seus filiados, mas os TNS em todo o país, para se unirem em luta. Promovam debates! Participem das discussões! Nosso destino está em jogo. O ATENS convoca para a defesa incondicional das IFES! #pelasUniversidadesFederais

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