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8 de Março: celebração e luta marcam o Dia Internacional da Mulher

Transformar a luta contra a opressão feminina como um objetivo permanente da sociedade. É com este objetivo que desde 1910 comemora-se o Dia Internacional da Mulher. A data, proposta durante a realização da 2ª Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague, organizada por Clara Zétkin e Rosa Luxemburgo, faz referência ao brutal assassinato de 130 tecelãs de uma fábrica localizada em Nova Iorque (EUA) que, em 1857, ousaram reivindicar melhores condições de trabalho e uma carga horária de 10 horas diárias de trabalho.
Durante a Conferência, os presentes reafirmaram as resoluções da 1ª Conferência, realizada em Stuttgart, na Alemanha, em 1903: igualdade de oportunidades para as mulheres no trabalho e na vida social e política; salário igual para trabalho igual; ajuda social para operárias e crianças; e intensificação da luta pelo voto feminino.
Desde então, a persistência e a renovação destas bandeiras ensejam manifestações de todo tipo, sobretudo de protesto. Mais do que um dia de homenagens, o 8 de Março faz lembrar valorosas mártires na luta pela igualdade e pela liberdade.
Mulheres heróicas, desde Anita Garibaldi que empunhou armas na Revolução Farroupilha e na Itália, defendendo seus ideais; passando pela alemã Louise Otto que, em plena Prússia machista de 1865, criou a Associação Geral das Mulheres Alemãs; pela revolucionária polonesa Rosa Luxemburgo, pelas mulheres de Leningrado que subiam nos telhados das fábricas e com as próprias mãos jogavam as bombas que não explodiam em baldes d’água; chegando às lutas do movimento feminista das décadas de 60 e 70 até os dias de hoje, quando a mulher exerce funções de liderança em vários países. A história recente das mulheres deve ser reverenciada por ser uma história de grandes lutas e conquistas.
O momento é de lembrar o papel da corajosa birmanesa San Suu Kyi, presa durante 20 anos por defender a democracia no seu país e premiada com o Nobel da Paz, em 1991; da professora Celina Guimarães, a primeira mulher a fazer o alistamento eleitoral no Brasil, na cidade de Mossoró/RN; de Alzira Soriano, eleita prefeita de Lajes/RN, em 1928, e que teve seu mandato cassado por que a Comissão de Poderes do Senado anulou todos os votos femininos; das milhares de Marias que são violentadas pela sociedade ou pelos seus parceiros, que não são remuneradas no mesmo nível dos homens e que são transformadas em mercadorias por um mercado consumidor ávido em explorar o erotismo banalizador; das Mulheres que deram suas vidas pela redemocratização desse país.
Renovar as forças para as lutas que estão presentes no dia a dia é tarefa de todos, até porque as estatísticas mostram que o País ainda precisa avançar muito para promover a igualdade de direitos às Mulheres.
O ATENS Sindicato Nacional parabeniza a todas as mulheres pelo seu dia de luta e soma-se às entidades que comemorarão esse dia, conclamando a sociedade para avançar na luta por uma sociedade justa e soberana. Nosso respeito às Mulheres!

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